segunda-feira, 27 de abril de 2009

Max Moishe, "lutador até o último instante"

Sem delongas e palavrórios desnecessários, segue a entrevista com Max Moishe, atual Grande Mestre Nacional (GMN) do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil (SCODB).

Como aconteceu o seu primeiro contato com a Ordem DeMolay?

Na verdade, comecei, procurando a maçonaria. Tive um Tio, que era maçom, e ficava dizendo que eu seria um grande maçom, como era muito pequeno, 8 ou 10 anos, confundia com Garçom, pois sempre o via de preto quando ia pra loja, e o G, entre o compasso e o esquadro de seu anel, me ajudou nessa idéia... Quando procurei uma loja, já tinha uns 16 anos, daí a conhecer maçons que me ajudaram, e mais o jornal “O Globo” de 13 de Março de 1988, onde pela primeira vez ouvi falar de Ordem DeMolay... foi um pulo para entrar na Ordem.


E como foi a decisão de entrar para a Maçonaria?

Uma necessidade de continuar apoiando DeMolay, minha paixão maior! Não desmerecendo a Maçonaria, mas a criatura se tornou para mim, mais apaixonante do que, quem a criou... A Maçonaria é fabulosa, quando vivemos ao lado de maçons do quilate, de um Alberto Mansur, Venâncio Igrejas, Wilton Cunha, Cel. Ney Coelho Soares, Dr. Enyr Costa e Silva, Ettore Guglielmo, Ronaldo Soliva e tantos outros exemplos. Infelizmente do outro lado existem exemplos não muito inspiradores.


Quando MCE-RJ, você teve um papel fundamental na vinda da Ordem da Cavalaria para o Brasil. Conte-nos os bastidores disso.

Foi complicado. Sempre existiu gente que quando não estava a frente, sabotava para que nada pudesse seguir sem eles, estes também apareceram na cisão... mas quebraram a cara! Minha visão era que a Ordem DeMolay já estava saturada... Cerimônia das Flores, luzes, iniciação e elevação, outra gestão e tudo de novo... para quem chegava a OD, com 17 anos, tudo bem, mas para quem chegou aos 12 ou 13 anos, depois de 5 anos de Ordem, argh... era muito chato... Procurei o Tio Mansur, e perguntei se poderia procurar o “outro supremo do Grau 33” para pedir apoio, ele foi direto... “claro que sim, tudo é maçonaria!” e fomos. Daí... bem, essa história esta no livro que estou escrevendo...


O que vai ter nesse livro?

O livro é muitas historias de bastidores, que os demolays não sabem... e vai servir para desmascarar muita gente. Está na metade e acho que até o congresso nacional consigo terminar, revisar e talvez editar. Terá varias histórias e momentos específicos de quem viveu muito, mas muito a Ordem, 48 horas por dia.


Sobre a criação da Cavalaria, tem gente que acha que hoje ela é somente palco de vaidades e atrapalha o andamento dos Capítulos. Por que isso aconteceu? Como deveria ser a atuação ideal de um Convento?

O problema de vaidades sempre existiu. A idéia era justamente para contrapor a atuação dos Capítulos dando chance dos demolays para atuarem em outras frentes. Os ensinamentos da cavalaria são belíssimos, como o são também dos Capítulos, mas são complementares. Os demolays só entenderão o grau demolay, galgando a cavalaria. Pelo menos, entenderão melhor. Um Convento ideal é o que trabalha em conjunto com um Capítulo, prospectando jovens para o capítulo aos 12, 13 anos, e depois apresentando à estes mesmos jovens a nobreza da cavalaria.


Você foi o primeiro Mestre de Harmonia da Cavalaria, correto?

Depois de todo o trabalho realizado, não quis presidir a investidura, achava que outro poderia fazê-lo. Não sou muito ligado a cargos, comendas e honrarias. Não é minha "praia", ja tem muita gente pra isso, como sempre gostei de harmonia, ficou um trabalho muito legal.


E a Alumni Brasil?

A Alumni foi organizada basicamente com a fundação da Cavalaria. Ela tomou corpo pouco depois... éramos um grupo muito coeso: eu, Armando Millem - primeiro presidente, Cláudio Maggioli, Paulo Heitor, Natanael Damasceno (aliás, seu colega de profissão, no jornal O Globo), Bernardo Coutinho e outros mais... A idéia da Alumni era servir de suporte para amparar os seniores, um grupo de elite, que após servir a Ordem e estar na melhor de suas funções, acabava saindo da Ordem. Ou pior, passavam a exercer um controle político dentro dos Capítulos, o que no final era nocivo aos Capítulos e ao objetivo maior da Ordem, que é formar autênticas lideranças! A posse foi da melhor maneira: um jantar templário, num castelo em Petrópolis, um verdadeiro show. Os pratos foram inicialmente servidos ao som sob Carmina Burana. Comemos leitões, carneiros e pães rusticos... um verdadeiro show, tudo com o apoio do querido Tio Ney, àquela época Soberano Grande Comendador... foi demais... bons tempos...


Conte-nos sua trajetória até chegar a ser o GMN.

Iniciei em 25 de Junho de 1988, muito rápido pude crescer na Ordem. Antes de ser MC do Capítulo RJ 001, já era membro do Supremo Conselho. O Tio Cunha, na ausência do João, falecido recentemente, me enviou para Vale do Itajaí, meu primeiro congresso fora do Rio, isso em Junho de 89, quando voltei tinha vendido todo o material que havia levado. Daí a ser o dretor de Marketing do Supremo, foi um pulo. Depois achei um irmão com mais capacidade que a minha, Flávio Gueiros, o indiquei para Dir. de Marketing e virei Secretário do Interior, mas ai já acumulava o cargo de Secretario do Congresso Estadual e MC do Capitulo. Aí depois virei Deputado Nacional, cargo já extinto. Mas o que me levou a linha sucessória, para ser GM, foi minha defesa intransigente pelo Tio Mansur e pelo Supremo.


Quais são os maiores desafios em administrar a Ordem?

Ser justo, e tentar levar DeMolay à todos.

Tio Max (terceiro da esquerda pra direita): Ordem DeMolay presente no Senado no Dia do Maçom


Qual é o diferencial da sua gestão?

Minha proximidade com os DeMolays, tirar a condição de GM daquele patamar, daquele “Olimpo” intransponível. Mas ainda não acabou, nestes quase três meses que ainda me restam, outras novidades virão. Outro diferencial era essa subserviência em tratar com Grãos Mestres da Maçonaria... ainda com todo o respeito que tratei os mais de 30 GM´s em cada estado que visitei, sempre deixei claro, que representava mais de 80 mil demolays e quase 20 mil maçons que nos apóiam, sem contar as mães e primas que nos dão suporte. Hoje somos mais de 6 mil demolays na maçonaria. E não é maior esse número pela decepção que alguns demolays são tomados.


Como é a sua relação com o outro Supremo Conselho?

Sinceramente, até duas semanas atrás, não era nenhuma...


Fala-se em reunificação. Como você trabalha essa idéia?

Tenho a esperança, de darmos uma grande lição nos nossos patrocinadores. Se não fizermos assim, a mediocridade de outros, fará cindir ainda mais a Ordem DeMolay, aí certamente será catastrófico. Quando somos um, nossas ações e até mesmo o respeito de nossos pares, é diferente!


Na sua visão, caso fosse reunificado, qual aspecto administrativo do SCODB deveria ser incorporado na reunificação?

Sinceramente, acho o estatuto deles melhor em tudo. Mexeram e remexeram no nosso estatuto e sinceramente acho que só piorou! Mas existem coisas que acho fundamentais, exemplo... a linha sucessória.. isso é fantástico, pena que as pessoas ainda não se tenham dado conta...


Por quê?
A linha sucessória traz uma estabilidade necessária para uma organização que tem mudança de gestão anual ou bianual. É muita exposição, muito risco... infelizmente a maioria dos demolays, tem uma visão muito pequena, muito curta. Nós conseguimos evitar riscos, como o de aparecer um populista e na hora H, todo mundo votar nele... ou os riscos de um derrotado sair e fundar outro supremo... existe ainda a possibilidade de evitar os "medalhistas de plantão", gente que não quer trabalho, ficar esperando 2 ou 3 anos na linha sucessória. Eu particularmente acho pouco o cara ficar só 2 anos na espera... mas a nossa mentalidade tupiniquim sempre prevalece... Prefiro uma pessoa que fique dois anos, acompanhando o que tem que fazer, do que outro que cai de pára-quedas e só vai fazer "cagada" com certeza.


Como a Ordem DeMolay pode ajudar o mundo?

Preparando melhores homens, mantendo-os longe das drogas, criando um círculo de respeito, e amizade fraternal que os sustentarão por toda a vida ! DeMolay é fantástico, é tudo...

Max, cuidado com a caderneta de poupança!


Qual foi o momento mais marcante em sua vida de DeMolay?

Cerimônia de corpo presente do tio Wilton Cunha. Pude acompanhar os últimos momentos de um homem traído, triste, mas que não perdeu a esperança. E também a sessão de posse do meu sucessor como MCE, o grande amigo Claudio Maggiolli, onde de cada lado, desde 1927, tinha os dois Soberanos Grande Comendadores de ambos Supremos Conselhos do Grau 33, Tio Venancio Pessoa Igrejas Lopes e Tio Ney Coelho Soares, além do Tio Mansur é claro! Isso foi histórico.


Conceitue o tio Alberto Mansur em uma palavra.

Idealismo. Mas isso é covardia... a maior pessoa que tive a chance de conhecer neste mundo em uma palavra ?


Tá bom, te dou uma colher de chá: fale mais do tio Mansur.

Como membro do capítulo Rio de Janeiro 001, indo lá diariamente, digo no Supremo Conselho do grau 33, vi coisas que são impublicáveis. Todos os dias estava lá. DeMolay pra mim era mais que uma organização, era uma profissão de fé, quase uma obsessão. Quando assumi uma defesa intransigente pelo Tio Mansur, o fiz, primeiro por que o conhecia... não sem antes levantar todos os argumentos difamatórios... depois porque achava que quem difamava o tio Mansur o fazia por mero despeito... como comprovei depois. Porém uma coisa que incomodou mais que tudo... como poderia acreditar ser ladrão um homem, que largou o maior cargo no Rito Escocês ? Por quê? Lá ele ajudou a construir um Supremo que quando ele assumiu não haviam 1200 maçons. Quando ele saiu haviam mais de 35 mil, captando mais de 4 milhões de dólares anualmente. Bem, tem muitas outras considerações que não posso falar aqui. Mas que vocês encontrarão no meu livro.


Você, numa ocasião, ofendeu verbalmente membros do SCODRFB. Arrependeu-se depois?

Não ofendi os membros do RFB, ofendi os divisores, os que o criaram com segundas intenções que os próprios membros desconhecem... só me arrependo de ter sido mal interpretado! Minha posição contra aqueles maçons, continua a mesma... alguns já morreram, outros foram expulsos da maçonaria por roubo, mas alguns ainda estão aí... porém lamento mais, muito mais a falta de capacidade crítica de nossos irmãos demolays mais velhos... foi essa falta de capacidade que fez solo fértil para essas sementes da discórdia.


Mas vejo que apesar de tudo,você acredita na reunificação. O que o SCODB tem feito na prática?

Bem, acredito em reunificação, mas não sou inocente... sei das dificuldades e em nosso Supremo temos mantidos alguns contatos com o RFB. É muito difícil esquecer o passado, mas é fundamental e necessário, se quisermos uma Ordem DeMolay unida e fraterna outra vez!


Quais as diferenças da Ordem DeMolay de hoje para a de quando você iniciou?

Hoje nós temos internet, jovens mais cedo namorando e fazendo faculdade! Precisamos orientar o pessoal a dividir melhor o tempo, dando tempo a Ordem, de modo que ela também possa contribuir com ele.


Qual foi a cena mais engraçada que você já viu em um evento DeMolay?

Um dia, um certo cenário pegou fogo... e todo mundo correu... tudo foi até “as cinzas”...


Tirando a divisão da Ordem DeMolay, o que você não gostaria de não ter visto no DM?

Vaidades, mentiras e outras baixarias.


Tirando a reunificação, o que você mais gostaria de ver no DM?

Jovens ocupando postos de liderança na política nacional, querendo saber mais a respeito de tudo, viajando pelo mundo, mudando este mundo para melhor, olhando para trás e contemplando um trabalho bem feito!


Que outras virtudes, além das Sete, um bom DeMolay deve ter?

Coerência.


Qual foi seu maior desafio profissional até agora?

Negociar com árabes. Ainda que tenha um respeito muito grande por eles, sempre prevalece um ranço pelas “amistosidades” históricas!


Qual sua profissão?

Tenho um comércio de carnes kosher, que por conta do demolay, pus em reforma e só reabro em julho, foi minha desculpa pra comunidade. Também importo vinho kosher, agora da Argentina, até o final do ano, da África do Sul e da Itália, daí as viagens. Mas não me furto a um bom negócio. também tenho táxi alugado, importo vinho, viajo, etc. Minha vida, B'H, tem força de 48 horas de atividade diária e tudo a “330 volts”.


O que significa esse B'H?

Baruch HaSh-m, literalmente, abençoado seja o Nome Del-, algo como graças a D-us !


Por que você escreve D-us para se referir ao Pai Celestial?

Um respeito pela grafia até do nome do Ch-fe... pois alguém poderia escrever ou copiar estas linhas e no final jogar ao lixo... com este cuidado evitamos tal heresia...


Como você concilia a Ordem e suas atividades profissionais?

É muito dificil, mais complicado, porém é o shabbat, que felizmente existe...

Max flagrado em momento de prece


Desde que ano você é judeu? Explique um pouco mais sobre o Shabbat. Você consegue guardá-lo corretamente?

Bem, comecei meus estudos em 86, meu pai ainda era vivo, só concluindo a parte "oficial" em 99, mas já vivia como judeu religioso desde 95, 96... O Shabbat é tudo: não ando de onibus, carro ou elevador, quando o sol se põe na sexta feira a tarde, até o anoitecer de sabado, não falo no telefone, mexo em dinheiro, etc. É um pouco complicado de explicar, mas te garanto que cumpro, da maneira mais ortodoxa possível. Aliás por conta de um shabbat andei 25 Km, de S. Mamede até Patos na Paraíba.


Por curiosidade, nas reuniões DeMolays em que você está presente, você leva uma Torah para colocar ao lado da Bíblia?

Não! A Bíblia de uma certa forma já possui a Torah (os 5 livros primeiros do Antigo Testamento) dentro de sua composição, ainda que traduzido muito mal...


Por que você foi para o Judaísmo?

Sempre tive uma necessidade muito grande do sagrado! Estudei várias religiões, mas a que mais me tocou foi o Judaísmo. Comecei a estudar mais e mais, até que depois da morte de meu Pai, descobri ser filho adotivo, daí a chegar na minha verdadeira raiz, foi um pulo.


Em que época você ficou em Israel?

Depois de um ano no Brooklyn-NY - 2002, fiquei 3 anos em Israel, sendo dois anos em Tsfat, norte de Israel, pra mim um paraíso, e outro ano em Yerushalaim.


Como era sua rotina lá?

Nos primeiros anos, estudando na Yeshiva, começava as 05:45h da manhã com o banho ritual, mickvá, depois estudos ate as 08:30h, oração da manhã – Shacharit - até as 09:20h, depois café da manhã até as 10:00h. Seguíamos estudando ate as 13:00h quando fazíamos a oração da tarde – Minchá - depois almoço e descanso até as 14:15h. Daí, seguíamos estudando até as 19:00h para oração da noite – Maariv – logo após jantar e daí voltávamos para o estudo até 21:45h. Eu ficava até às 23h, uma vez que tinha que ligar para o Brasil e para os Estados Unidos, pelos problemas da Ordem DeMolay. Na maioria das vezes ia dormir as 3:30h ou 4:00h da manhã. Isso acontecia umas duas ou três vezes por semana... era muito difícil.


Chegou a freqüentar a maçonaria israelense?

Sim, era muito legal, ainda que a maioria das lojas funcione uma vez no mês. Tendo algumas, reunião de dois em dois meses. Mas é legal, pois há lojas com o ritual falado em Árabe, Hebraico, Alemão, Francês, Turco, Inglês e Espanhol. Eu estava quase fundando uma em português.


Você ia às reuniões maçônicas de qual língua?

Pelo yiddish, ia a reuniões em alemão, mas como falo francês, espanhol e inglês, também freqüentava as reuniões nesses idiomas, mas acabei indo por curiosidade nas reuniões em árabe, para conhecer melhor essa língua, que depois vim a estudar, pouco mas o suficiente para não fazer vergonha. Raramente ia a lojas que só falavam hebraico. Só nos altos graus, que a partir do grau 19 pra cima, só em hebraico ou inglês.


Por que você trocou de nome depois de convertido? (Antes era Max Rodrigues Pereira)

Todo judeu tem um nome em hebraico. Seria como o nome da alma dele. Esse nome necessariamente tem que ser em hebraico. O meu é Moishe Mendel ben Avraham. Moises Mendel, filho de Abrahão. Exemplo: ainda hoje as pessoas registram seus filhos judeus como José Grimberg, mas seu nome hebraico é, Yossef (José) + ben (filho de) + nome do pai.


A sua estadia em Israel serviu pra quê?

Muita coisa, aperfeiçoar o hebraico e o yiddish, respeitar todos sem exceção, judeu ou palestino, conhecer outra cultura, forma de viver e pensar o mundo.


Qual a sua opinião sobre a política brasileira?

Tenho uma visão de direita, ainda que este estereótipo esteja meio fora de voga. Gosto dos verdes, pois se não fizermos algo “ontem” pelo ecossistema, pode ser que “hoje” já seja tarde!


E sobre o tio Obama?

Sinceramente, apesar dos rumores, ainda não há confirmação dele ser “Tio” realmente. Não acredito em milagres, no que tange sua administração como presidente, mas vamos dar tempo ao tempo...


Segundo alguns sites, Obama é maçom do Grau 32 da Grande Loja Prince Hall nos EUA. Você está em qual grau na maçonaria?

Também sou 32, vou fazer o 33 Bs"D em Junho próximo. Aliás, Bs"D significa “Besiat DeShmaya” com a ajuda dos céus, tipo, se D-us quiser...


Falando em EUA, qual a diferença mais marcante entre um Congresso DeMolay lá e o brasileiro?

Nossa paixão e calor humano pela ordem. Eles são ótimos na organização, porém nossa criatividade e também nosso tamanho, fazem deles pequenos!

Tios Armando Millem, Mansur, Toshio e Max presentes num Congresso DeMolay nos EUA


Quais são seus planos para a Ordem DeMolay e para o campo profissional?

Voltarei a fazer Direito, que parei no 6° período, quando fui fazer Administração. Quero atuar mais na política, ajudar a formar mais demolays, através do Instituto Frank S. Land, preparando-os para fazer política nacional, atuando em sua comunidade, elegendo-se vereadores. Tem muita coisa ainda pra fazer.


Fale mais sobre o Instituto Frank S. Land.

Bem, nos fundamos o Instituto em 2003, na turbulência de uma série de confusões aqui no Rio... acreditávamos que com todas aquelas mentiras iriam nos tomar o Supremo. Com a manutenção do Instituto passamos a investir mais no jovem. Hoje temos idéias de ajudar na formação política destes jovens, mandado-os ao exterior, lançando-os na política. Repito: temos muita coisa a fazer.


Pra relaxar, cite um jogo inesquecível do Flamengo, seu time do coração.

Flamengo e Liverpool, 13 de dezembro de 81, 3x0, com dois gols de Nunes e um de Adílio, tudo no primeiro tempo. Foi a década de ouro do Mengão.


O que gostaria que escrevessem em sua lápide?

Aqui jaz um demolay apaixonado, lutador até o último instante, deixou suas vestes, seu elmo e espada, para ir ao encontro daqueles que tiveram a honra de lutar lado a lado neste mundo! Em sua alma, brilham sete luzes, faróis na escuridão, e ainda que o ébano possa ter-lhe incomodado nesta batalha terrestre, não conseguiu sequer macular uma destas vestes!


Se Deus pudesse atender a um pedido seu, qual seria esse pedido?

Que cada Homem pudesse Vê-lo (D-us) em cada outro Homem! Haveria paz, respeito e mais fraternidade.


Deixe uma mensagem para os DeMolays e demais leitores do nosso blog.

Passamos por momentos muito difíceis, mas nossa paixão pela Ordem, ajudou a superar muitos deles. Se mais não fizemos, foi por falta de apoio e dificuldades quase intransponíveis, mas conseguiremos superar. Lamento infelizmente que os demolays de hoje não tenham a verve e paixão que nós tínhamos no passado. Gostaria que cada um pesquisasse mais, questionasse mais... Visse o mundo e as coisas sob uma nova ótica! Se assim fizerem, talvez, consigamos melhorar alguma coisa... Senão, olharemos pra trás e lamentaremos como muitos já fazem hoje! Mas ainda assim muito obrigado, porque juntos fazemos a maior Ordem DeMolay do mundo, ainda que outros interesses nos queiram dividir. Não posso deixar de agradecer a quem sofreu os momentos de grande dificuldade no Supremo Conselho: Marcelo Augusto Serqueira, Flávio M. Moraes e Auri Silva Gomes, amigos leais e verdadeiros apaixonados pela nossa organização. Bs"D


Pois bem, esta foi nossa primeira entrevista. Todas as sugestões e críticas são bem-vindas. Mas lembrem-se de que todos somos irmãos. Os comentários já estão liberados. Voltem sempre!

21 comentários:

LióH disse...

Interessante a entrevista e sugiro que abordem mais a fundo as perguntas, pois fiquei muito curioso no passado da Ordem.
Ao tio Max, admiro sua postura. Eu sou DeMolay e meu capítulo segue a administração do RFB, mas tenho um respeito grande por tudo o que o senhor acabou de dizer.
E espero ansiosamente pelo seu livro.

Grande e Fraterno Abraço!

Att.: Leonel Barreto
Cap. Sete de Setembro n°19

maxmoishe disse...

Fidelíssimo ! Obrigado por permitir uma mensagem a todos os irmãos de maneira isenta e sem censura ! Mais uma vez obrigado !

Bolis disse...

Gostei do blog Irmão....boa sorte ai espero qe seja bem sucedido.
Quanto a entrevista sensacional.
Só queria dar uma opinião sobre a Unificação, sei que é algo dificil de aocntecer e tem muita agua para passar por debaixo dessa ponte mas que haja pelo menos uma aproximação e uma maior tolerância entre os Supremos e que seja repassada a nivel brasileiro porque se tem notícias de capítulos de um supremo fechando o outro, sinceramente onde esta a causa DeMolay nisso tudo!
Abração"

Paulinho Paganini disse...

Parabéns pela entrevista. As palavras do Max expressam muito o sentimento de vários DeMolays

Enrico Perduca disse...

Gostei bastante irmão.
Sou do RFB e independente disto, gosto bastante do Max!!
Ele fala muito bem.
Gostei deste espaço.
Obrigado =]
Abraços

Thiago disse...

como sempre o irmao Max, é espetacular em suas palavras sobre a ordem, conheci o max a pouco tempo, porem ele sempre demonstrou amor e paixao pela ordem que esse amor cativa a todos, cada dia que passa aprendo mais com ele, esse cara é o meu mestre vc eh foda max.

maxmoishe disse...

ahhhh sobre a Allumni, comeram ... eu na epoca ja não comia carne que não fosse kosher, dirá leitões... hauahauah !

Victor disse...

Grande Max,
Cativa todos os que o conhecem com esse amor incondicional para com a Ordem DeMolay. Adorei a entrevista e estou ancioso para ler seu livro.
Abraços desse Pernambucano que te admira muito

Carlos Augusto disse...

Esse é nosso Jornalista!!!

Anônimo disse...

Apesar do amor que sinto por esse gordão e todos daquela época, tenho muitas reservas sobre a presença dele no grande mestrado.

Acredito que ele tenha amadurecido deveras, pois ainda ressoam para mim seus rugidos anti-islão contra o espírita Kennyo e a perseguição homofóbica ao João Alexandre.

Espero que os cabelos brancos tenham trazido muito juízo ao meu adorado Irmão.

DinaMO

Anônimo disse...

(Temo que esse comentário não seja autorizado neste blog, mas não tem problema, posto em outros lugares e alego censura do blogueiro).

Joselito,

Essa entrevista foi muito parcial, meu chapa.

Só não chamo de tendenciosa para não exagerar na crítica.

Parece que foi feita exclusivamente pra levantar a bola do Max.

Metade das coisas que li não batem muito com a realidade; a outra metade são interessantes, e nada além disso.

Só não sei qual das duas metades.

Ficou com medinho dele fugir da raia caso fizesse alguma pergunta mais contundente?

Por quê não botou logo o nome do lojinha dele? O que que ele faz da vida tem de tão importante pra Ordem?

Tá, tudo bem, é um direito seu, o blog também é seu, o pc idem.

Boa sorte aos dois.

DinaMO.

Joséllio Carvalho disse...

DinaMO,

Gostei da sua crítica, meu irmão.
Já acompanho seus comentários no "Caí de Pára-quedas".
Sempre admirei sua sinceridade e maturidade ao falar da Ordem.
Como resposta, te digo que melhorarei.
Aliás, muito coisa que você disse, eu não sabia, confesso.
Posso te afirmar que não fui tendencioso, pois este blog não tem preferência por nenhum Supremo.
Eu quero mostrar quem são as pessoas por trás dos colares. Por esse motivo que me fez abordar algumas coisas que não dizem respeito à Ordem.
Também quero mostrar quem são os demolays anônimos que lutam pela Ordem.
Ah, e também não tem censura.
Pode falar o que quiser, mas sem palabras de baixo calão.
Topa ser entrevistado por mim?
Seu anonimato será garatido.
Me passa um e-mail pra contato!
Abraços, meu irmão! E continue nos acompanhando!

Anônimo disse...

Venho humildemente pedir desculpas ao Joselito e aos demais leitores pelo meu destempero ao criticar uma inexistente censura às minhas colocações.

Joselito, declino mui cordialmente do convite para a entrevista.

DinaMO.

Joséllio Carvalho disse...

DinaMO,
Se mudar de idéia, fale conosco!
Abraços.

Joséllio Carvalho disse...

DinaMO,
Se mudar de idéia, fale conosco!
Abraços.

Leonardo Souza" disse...

Muito bom o Blog! Parabéns meu irmão Josélio!
Já estou ancioso esperando a próxima entrevista...
Que Deus o Ilumine e continue com este belo trabalho.
Abraços"

Leonardo Souza

Robledo Karlily disse...

Irmão Joséllio, vc está de parabéns!!! Sempre enchendo de orgulho os Irmãos de seu Capítulo.

Gostei muito da entrevista com o Irmão e Tio Max, pois ele, assim como muitos outros, ajudaram e ajudam a construir a história da Ordem DeMolay em nosso país... e que essa história seja edificada para a verdadeira causa da Ordem DeMolay.

Muitas outras perguntas poderiam ter sido feitas, mas o espaço seria pequeno, pois daria para escrever um livro (e ele já está fazendo isso... rsrsrssrs).

Continue com este trabalho no Blog que aproxima as pessoas (e não os seus cargos) a nós DeMolays.

Um grande abraço!

Robledo Karlily.

maxmoishe disse...

Bs"D

Parece que alguns acham que entrevista so serve para denegrir ou falsear realidades da vida das pessoas... se não execrar a pessoa entrevistada não serve !

Sei o quanto sou polemico, por vezes grosseiro, mas uma das coisas que mais respeito é liberdade religiosa, até mesmo pelas minhas origens e minha história, os poucos que me são próximos, conhecem minha maxima, "se não fosse judeu, certamente seria Kardecista ! " pra mim a religião mais próxima do judaísmo !

Mais uma coisa para deixar claro, tenho amigos homossexuais e os respeito, alguns ate dentro da Ordem... o que não tolero é pedofilia e promiscuidade ! Isso independe de opções sexuais, seja hetero ou homo, para mim estão nos mesmo hall de mediocridade ! Reitero sou contra a pedofilia e a promiscuidade, não sou contra A ou B, particularmente, mas sim por estes ou outros atos !

Anônimo disse...

É, nada mudou, mesmo.

Daqui vinte anos eu volto.

maxmoishe disse...

Fica tranquilo, durante estes vinte anos, continuaremos trabalhando e mostrando a cara ! Como foi nestes 21 anos anteriores...

Anônimo disse...

Ah, sim. Ô Max, não fica dando mole no metrô da Afonso Pena, porque senão, passo a mão no seu bumbum.

Respeitos à esposa.

DinaMO.